19.12.09

again

pensei em várias pessoas nesse último mês. várias. gentes que eu nem sei quem são, mas que contribuiram tanto pro meu tempo, pras minhas recordações. muito me instigam, e deixam saudades. ei, vocês, sigam uns 2 que me fizeram infinitamente feliz me dizendo oi outra vez.

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16.12.09

nada lírico

apesar de todos os outros dias evitando gentes, encontra-as todos os dias. sem nenhuma distinção, evita todas. morre milhões de vezes por dia com o próprio bombardeio de pensamentos. se consome com o trabalho em silêncio. e o silêncio se consome da situação também. viaja a quilômetros da própria existência. todos os dias chega em casa, tira a bolsa, a mochila, os livros e coloca o celular e o cigarro em cima da cama. ajeita os dois travesseiros que divide feliz. apóia-se nas almofadas. ouve a tv não muito longe. e toma decisões. volta atrás em todas elas. mas hoje parece diferente: ela pode não dividir os travesseiros e ela pode não voltar atrás nas decisões. dois cigarros se vão enquanto relê essas palavras. e solta-as. simplesmente.

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12.12.09

eu é que não

eu é que não cumpro os meus desejos. isso aí... eu não vou atrás das coisas que eu quero, que planejo, que gosto e tudo mais. deixo tudo pra quando a minha auto-estima estiver suficiente e isso nunca vai acontecer, portanto, eu vou sempre me ferrar, vou sempre ver as outras pessoas vivendo a minha vida ou pelo menos aquela que eu esperava viver. nem rola aquela inveja macabra de desejar que o bem sucedido se ferre, mas eu só não sei o que vai ser de mim se continuar assim. aliás, sei. e sei que não vai mudar. enfim, vou ter todos os dias da minha vida angustiantes e iguais aos da minha mãe. a diferença é que eu nem curto mais enxer a cara. ou talvez comece a curtir, pra esquecer os problemas, num ritmo diário bem frenético.

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2.12.09

go on

eu tenho que aprender a seguir em frente. é só isso. aprender, seguir, em frente. não me deixar levar por qualquer distração do passado, sequer uma esperançazinha. verdades sejam ditas: eu não queria. aprendi muito mal esse lance de fazer/manter amizades, de iniciar qualquer relacionamento, inclusive os amorosos. e eu nem sei se um dia já houve amor. (e vai um ps no meio pra ninguém desconfiar muito das minhas verdades: o meu grande problema é não ter com quem dividir essas paranóias, não ter aquela pra quem vc conta tudo nos mínimos detalhes. aí eu começo a namorar, faço do cara meu melhor amigo e acabo com o namoro por isso. e no fim das contas eu acabo sem amizade alguma, porque o envolvimento é brusco demais e simplesmente não dá. e as amigas, minha gente? não vingaram, por um motivo ou outro. as virtuais, idem. os gays, idem. então né, todo mundo tem um motivo a mais e eu todos eles + a insignificância geral das minhas paranóias - drama: mode on) eu pensei que sim, mas houve? eu sei que na metade do caminho (ou até antes disso) uma nuvem de confusão e carmas envolve os meus sentimentos e eu acabo nem sabendo definir essas coisas básicas. eu queria muito, mas nenhum pensamento meu é básico. e fazer o quê, não é mesmo minha gente? estreitar laços, rompê-los, não começá-los, já me deram muitas dicas e eu sempre fiz o que me deu na telha. e o meu telhado quebrou. acho que é hora de começar a tentar fazer dar certo. de verdade, afinal de contas eu ganho flores quase todos os dias, não preciso mover uma palha porque ele adivinha meus pensamentos quase sempre, durmo com alguém que é prentensão de muitos "alguéns" e ele é meu amigo. (até quando, né?). resumindo: eu já tive os melhores namoros ever e tudo acabou porque eu não tenho amigas pra não torná-los meus amigos. aquele lance de intimidade demais é uma merda, sabe? tô cansada de tudo começar difícil, ser lindo durante os 3 primeiros meses de compromisso não assumido, virar quase desistência de ter tomado uma atitude, ouvir todo mundo dizer que é um namoro que qualquer pessoa queria ter e simplesmente estar perdida nisso tudo. olha só, tenho que ouvir mais a mamãe, fica a dica, pra mim mesma.
e se você está lendo, esquece, não é pra você. quem deveria jamais vai ler.

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